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Putin reafirma prontidão para um possível confronto nuclear

  • Foto do escritor: Divaldo Lima
    Divaldo Lima
  • 19 de nov. de 2024
  • 2 min de leitura
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Nesta quarta-feira (13), o presidente Vladimir Putin afirmou que a Rússia está preparada para uma guerra nuclear caso sua soberania seja ameaçada. Em uma rara e longa entrevista à TV oficial russa, concedida poucos dias antes da eleição no país, Putin destacou que o arsenal nuclear russo é o "mais moderno" e "avançado" do mundo, superando o dos Estados Unidos. Ele declarou que, embora não veja atualmente um movimento global em direção a um confronto nuclear, a Rússia está "tecnicamente pronta" para esse tipo de conflito.


Ao abordar a guerra na Ucrânia, Putin prometeu intensificar o poder de fogo no front e fez duras advertências contra interferências externas no conflito. Ele destacou que ações de tropas polonesas ou americanas em território ucraniano serão consideradas intervenções diretas e tratadas de acordo.


Putin também anunciou o envio de tropas para reforçar a fronteira com a Finlândia, país que se tornou membro da Otan em 2023, dobrando o contato territorial da Rússia com a aliança militar.


Enquanto isso, o primeiro-ministro finlandês, Petteri Orpo, discursou no Parlamento Europeu, alertando sobre os preparativos russos para um conflito prolongado contra o Ocidente. Ele enfatizou que a resposta europeia será decisiva para evitar anos de instabilidade e ameaça.


As relações entre o Kremlin e os governos europeus continuam a se deteriorar. Na Lituânia, o governo acusou a Rússia de envolvimento em um ataque contra Leonid Volkov, ex-assessor do opositor Alexei Navalny, que morreu em fevereiro em uma prisão russa. Volkov foi agredido com um martelo na capital lituana, sofrendo ferimentos graves. O presidente lituano classificou o ataque como um ato planejado e reafirmou o compromisso de investigar o caso, enviando um recado direto ao Kremlin de que intimidações não terão êxito.

 
 
 

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