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PF prende ex-ministro de Bolsonaro, Braga Netto

  • Foto do escritor: Divaldo Lima
    Divaldo Lima
  • 14 de dez. de 2024
  • 2 min de leitura
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A Polícia Federal prendeu neste sábado (14) o general Walter Souza Braga Netto, alvo do inquérito que apura uma tentativa de golpe de estado. A PF também fez buscas na casa dele. Ele foi preso no Rio, em Copacabana; será entregue ao Comando Militar do Leste; e ficará sob custódia do Exército.


Braga Netto é general da reserva do Exército. Ele também foi ex-ministro da Casa Civil e da Defesa do governo de Jair Bolsonaro (PL) e candidato a vice-presidente na chapa com o ex-presidente que perdeu a eleição de 2022.


Em novembro, a Polícia Federal indiciou Braga Netto, Bolsonaro e outros nomes do governo passado por tentativa de golpe de Estado e outros crimes (saiba mais). A investigação apontou uma organização estruturada e coordenada para manter Bolsonaro no poder após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No dia 8 de janeiro de 2023, apoiadores radicais do ex-presidente invadiram prédios do Congresso, do Judiciário e do Executivo em Brasília.


A defesa de Braga Netto ainda não se pronunciou neste sábado. Em novembro, depois de ser indiciado, Braga Netto disse que "nunca se tratou de golpe".

Ao pedir a prisão preventiva de Braga Netto neste sábado, a PF argumentou que a liberdade de Braga Netto representa um risco à ordem pública devido à possibilidade de voltar a cometer ações ilícitas.


RESUMO - A Polícia Federal diz que Braga Netto:


  • Teve participação relevante nos atos criminosos. Nas palavras de um investigador, era "a cabeça, o mentor do golpe- mas sob comando de Bolsonaro"

  • Coordenou ações ilícitas executadas por militares com formação em Forças Especiais ("kids pretos")

  • Entregou dinheiro em uma sacola de vinho para financiar as operações

  • Tentou obter dados sigilosos do acordo de colaboração de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

  • Tentou controlar as informações fornecidas e alinhar versões entre os investigados

  • Teve ação efetiva na coordenação das ações clandestinas para tentar prender e executar o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes



O blog apurou que, segundo as investigações, Braga Netto atuou diretamente para financiar ações ilícitas, inclusive dando dinheiro em uma sacola de vinho para os golpistas.

Desde o início da investigação do golpe, a Polícia Federal se depara com o debate sobre se havia elementos suficientes para prender ou não Braga Netto.

Investigadores repetiam que não havia dúvidas da centralidade de Braga Netto na trama golpista, mas que não podem errar nunca e, principalmente, numa investigação de repercussão como a que apura uma tentativa de golpe de Estado sob comando de Jair Bolsonaro.


Ao longo da apuração, a PF concluiu que Braga Netto era o arquiteto do golpe — que era a principal autoridade por trás do planejamento do golpe- e quem dava respaldo e credibilidade entre os oficiais e comandantes.

Era, nas palavras de um investigador, "a cabeça, o mentor do golpe, mas sob comando de Bolsonaro".


E, segundo a investigação, tudo sob comando de Bolsonaro. Para a PF, Bolsonaro seria o principal beneficiado, mas a cabeça pensante em relação à operacionalização do golpe, juntos às Forças Armadas, seria Braga Netto.

E essas informações os investigadores acreditam terem alcançado com o avanço da apuração- inclusive, com informações da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.


Fonte: G1

 
 
 

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