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Advogado diz que para depor Palocci usou papel com frases anotadas

09.09.2017

 

São Paulo – Ao sair do depoimento do ex-ministro Antonio Palocci, ontem (6) ao juiz Sergio Moro, em Curitiba, o advogado de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cristiano Zanin Martins, gravou vídeo em que desqualifica a versão apresentada por Palocci.

Além de dizer que Lula tinha um “pacto de sangue” em torno de um terreno para o Instituto Lula, um sítio para a família do ex-presidente e R$ 300 milhões em dinheiro sujo, Palocci tentou sustentar que ele e o ex-presidente se empenharam em obstruir os trabalhos da Lava Jato.

Zanin lembra que em depoimento de Palocci em maio deste ano, a versão apresentada é totalmente diferente da apresentada ontem. “Já no início da audiência, o Ministério Público reconheceu que está negociando um acordo de delação premiada com o ex-ministro, portanto, a versão que ele apresenta hoje aqui é uma versão que nitidamente é diferente e busca destravar o acordo de delação”, afirma Zanin. “A nova versão é diferente apenas para conseguir o benefício. Palocci está sob intensa pressão, está preso, e quer obter o acordo de delação premiada.”

Zanin destacou que Palocci prestou o depoimento com frases anotadas em um papel, para poder dizer na audiência, como foi o caso da expressão ‘pacto de sangue’. “Ele trouxe isso nas suas próprias anotações, era algo já ensaiado, já imaginado para ser prestado na audiência. Não há qualquer compromisso com a verdade por parte do ex-ministro.”

Zanin também destaca que a versão apresentada ontem, diferente da de alguns meses atrás, colide com a versão apresentada por testemunhas e outros réus. “Por exemplo, aquilo que Palocci disse em relação a Emílio Odebrecht foi expressamente negado por Emílio em seu depoimento, prestado com o compromisso de dizer a verdade”, afirma.

“O depoimento não merece nenhuma credibilidade, é um depoimento apenas para agradar aos procuradores e obter a delação premiada”, diz Zanin. No próximo dia 13, Lula estará em Curitiba e terá a oportunidade de esclarecer a verdade dos fatos, defendeu ainda Zanin.

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