EUA estendem restrições contra Rússia por uso de armas químicas


O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (17) que expandirá as restrições de exportação à Rússia e acusou o país de utilizar armas químicas contra adversários.


As punições foram determinadas como parte das medidas já tomadas em resposta ao envenenamento do opositor russo, Alexey Navalny, e depois do governo americano divulgar um relatório que aponta para interferência russa na eleição presidencial de 2020.


Em comunicado, o Departamento de Comércio afirma que está "empenhado em impedir que a Rússia acesse tecnologias sensíveis dos EUA que possam ser desviadas para suas atividades de armas químicas malignas".


O governo do presidente Joe Biden explica que restringirá as exportações de alguns produtos, incluindo os relacionados à aviação e outros utilizados na construção de equipamentos espaciais.


Para os americanos, Moscou usou armas químicas ou biológicas, o que representa uma violação ao direito internacional. Além do caso Navalny, o Departamento de Comércio também citou o envenenamento de Sergei Skripal e sua filha, Yulia Skripal, no Reino Unido, em março de 2018, com um agente nervoso usado por russos. O Kremlin, porém, nega ter sido responsável pelo ato.


"O governo russo agiu em flagrante violação de seus compromissos sob a Convenção de Armas Químicas e colocou diretamente seus próprios cidadãos e os de outros países em risco mortal", acrescenta o texto.


De acordo com a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, "os russos certamente serão responsabilizados por suas ações" e a postura do governo Biden para as relações com Moscou será diferente daquela adotada por Donald Trump.


Mais cedo, Biden já havia chamado o líder russo de "assassino".

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