Campo de golfe, resorts e barco: Itália confisca R$6,5 bilhões ligados à máfia


A polícia italiana informou neste sábado que confiscou 1,5 bilhão de euros (o equivalente a R$6,5 bilhões) em ativos como parte de uma investigação sobre o clã mafioso Castelvetrano. Os bens incluiam um campo de golfe, resorts operados pelo grupo Valtur, 232 propriedades imobiliárias, 25 empresas e um barco de 21 metros de comprimento. O clã seria dirigido por Matteo Messina Denaro, considerado líder supremo da Cosa Nostra, a máfia siciliana.


As autoridades disseram que os ativos eram de propriedade dos herdeiros do empresário siciliano Carmelo Patti, falecido em 2016, que construiu um império com o suposto apoio do clã. Patti era considerado próximo de Denaro. As propriedades estão localizadas em diversas partes da Itália.

A apreensão é provavelmente uma das mais

importantes da história judicial da Itália, segundo um comunicado da Direção de Investigações Antimáfia. A investigação, que durou vários meses, evidenciou um grande desequilíbrio entre a renda declarada e os investimentos de Patti e permitiu estabelecer vínculos entre o empresário e vários personagens próximos ou pertencentes à família mafiosa de Casterlvetrano, dirigida por Denaro.


Matteo Messina Denaro, de 56 anos, é procurado desde 1993. É considerado o sucessor dos grandes dirigents históricos da Cosa Nostra, Toto Riina y Bernardo Provenzano. Eles morreram na prisão em 2016 e 2017. Ele foi condenado à prisão perpétua por assassinatos. Mas a única foto sua conhecida é do início da década de 1990.


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