Câmara de Vereadores de Araruna: após duas semanas sem sessão, os membros se reuniram ordinariamente


Nesta sexta (31) ocorreu à sessão ordinária na Câmara Municipal de Araruna/PB, sob a presidência do vereador Adailson Bernardo (PSB). Na abertura em conformidade com a Ordem do Dia, foi lida à ata da sessão ordinária passada, bem como a apresentação de indicação, requerimentos e projetos, confira abaixo.

Logo após cada vereador fez seu discurso. O vereador Antônio Olinto falou do projeto de sua autoria, na qual solicita a utilização de som automotivo na área de lazer do Calçadão Natanael, visto que os proprietários dos quiosques fizeram essa solicitação para poder aumentar o fluxo de clientes e para o local seja atrativo. O vereador disse que não tem como existir um local daquele sem poder ligar nenhum som para a diversão das pessoas, que não quer banalizar e sim que crie regras para que se possa usar esse benefício para a população.

A vereadora Lurdinha Odon falou do seu requerimento que pede uma passagem molhada entre o sítio Camúcar e Barbaço, a mesma disse que é uma reivindicação muito antiga e que traria um benefício muito grande para os moradores do Barbaço, pois diminuiria uns 10KM o trajeto até a cidade. Ainda com a palavra, disse que as estruturas físicas das escolas municipais faziam vergonha, mas que a gestão irá gradativamente recuperando tais locais na maneira que for possível, até porque o prefeito já está fazendo e mostrando.

O vereador Jefferson Targino se referiu ao ofício que foi enviado pelo executivo em resposta há algumas solicitações requeridas em sessões passadas, o mesmo disse que tais respostas não serviriam e que observa no documento incoerência nas explicações, onde se quer justificar coisas onde não tem justificativas. O legislador disse que continuará querendo o que estava nos requerimentos aprovados pelos vereadores, até o gestor municipal tem que responder baseado no que se pede nas proposituras. Ainda com a palavra se referiu ao projeto que pede a liberação de som automotivo no Calçadão Natanael, na qual disse que não é favorável por haver lei municipal, estadual e federal que se refere ao uso deste tipo de som em ambiente público, bem como os moradores da região tem o direito de ter paz e sossego no seu lar garantido por lei, até porque o benefício tem que ser para a maioria e não para a minoria.

O vereador Caio Ludgério também se referiu a este projeto dizendo que ficou preocupado com esta liberação geral de som nesse local, pois já viu muito em sua adolescência brigas e confusões por causa de som, haja vista que nem sequer a prefeitura disponibilizou um vigilante para a área de lazer. Disse não ser contrário, mas tem que estudar melhor esse caso e ver como poderia beneficiar tanto aos proprietários dos quiosques quanto aos moradores. Expos também a sua preocupação sobre o Alerta do Tribunal de Contas do Estado que foi dado a gestão municipal, e que o chamou mais atenção foi a questão da aquisição dos medicamentos vencidos, visto que isso é muito grave já que remédio é para salvar vidas e não para ser distribuído vencido. Falou ainda sobre o limite excedido dos gastos da folha de pagamento com altos salários para secretários, onde foi ultrapassado em 6% do limite total que é 54%.

O vereador Antônio Bernardo (Boró) falou do seu requerimento na qual solicita ao executivo municipal para que se faça o uso da “Casa de Passagem”, pois está alugada e não está sendo usada para beneficiar aos que precisam. Por fim, disse que era preciso sentar e ver a melhor maneira de se liberar a utilização de som automotivo no Calçadão Natanael.

O vereador Francisco Railton (Pepeta) concordou com Boró a respeito da liberação do som e disse ser favorável as proposituras, disse ainda que o tempo de se fazer política com mentira acabou, que é preciso falar a verdade e dizer se pode ou não fazer as coisas, e enfatizou que o povo não é palhaço e eles tem que ser valorizados.

O vereador Luís Martiniano se referiu ao requerimento de sua autoria que pede a colocação de lombadas na rua em frente à escola João Alves Torres, visto que alguns motoristas passam em alta velocidade e o fluxo de aluno naquele local é muito grande. Disse ainda que a situação em que passa o município e o país não é fácil, e que nenhum gestor muda a cidade de uma hora para a outra, onde se sabe a dificuldade que o gestor de Araruna vem enfrentando, e que não devemos ser cegos em dizer que o prefeito não está trabalhando, pois, o município tem outra cara com uma prestatividade diferente e crescimento em todas as áreas.

O vereador Rodolfo Cordeiro disse que é favorável a liberação de som automotivo no Calçadão Natanael, e que ninguém fala dos benefícios que a gestão faz pela cidade, e sim, só se remete aos Alertas do Tribunal de Contas que foi dado, mas que o prefeito tem 8 (oito) meses para se adequar. Falou que a verdade que tanto se diz é igual a “chiclete” que coloca na boca e joga para o lado que quiser, pois só fazem falar, entretanto, não mostram provas. E por fim, disse que é contrário a convocação da secretária de saúde por ser por uma convocação genérica, e sugeriu que se convocasse o prefeito para se tratar de assuntos genéricos.

O vereador Adailson Bernardo evidenciou que é preciso falar a verdade e que os vereadores fazem seu papel, mas o executivo manda respostas vagas a Casa Legislativa. Que é preciso saber onde está o dinheiro retido do imposto de renda dos funcionários e prestadores de serviços, que é preciso saber onde estão os medicamentos que o Tribunal de Contas se referiu e que o prefeito tem que ser investigado sobre as irregularidades de sua gestão. Disse que o prefeito Vital Costa foi falar com o governador para pedir a sua adesão a ele, mas que o dinheiro e o poder que o gestor tem não o fascina e que irá continuar na oposição, pois foi eleito pelo povo pela terceira vez para que as coisas funcionem bem neste município, então não terá adesão. Ainda com palavra enfatizou que essa será a última vez que a secretária de saúde será convocada para comparecer na sessão, se dessa vez ela não for terá que ir por ordem judicial, pois estará infringindo a Lei Orgânica do Município, e por fim, defendeu seus requerimentos.

No final da sessão, todos os requerimentos foram aprovados. O parecer da comissão a respeito do projeto da liberação de som automotivo foi reprovado, com isso o projeto não será arquivado e os vereadores poderão colocar emendas para poder aprimorá-lo.


A sessão contou com a presença dos Vereadores: Adailson Bernardo, Antônio Olinto da Costa, Carlos Antônio de Souza Teixeira, Francisco Railton Neves Pontes, Maria de Lourdes S. de Macêdo, Francisco Edinaldo Pontes Martins, Luís Martiniano, Caio Ludgério, Antônio Bernardo de Sousa, Jefferson Targino e Rodolfo Cordeiro.


Confira as proposituras:


Confira fotos da sessão:

Fonte: ASCOM - CMA

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