VINGADORES: GUERRA INFINITA


Chegou o aguardado momento. Lançado em 2012, Os Vingadores - The Avengers marcou o primeiro grande encontro dos heróis do Universo Cinematográfico da Marvel. Ali, nos deparamos com Homem de Ferro, Thor, Capitão América, Hulk, Viúva Negra, Gavião Arqueiro. Três anos depois foi a vez de Vingadores: Era de Ultron, que contou com a adição de Feiticeira Escarlate, Mercúrio, Visão e Máquina de Combate. Agora, passados mais três anos, temos Guerra Infinita e um número de heróis que até constrange os dois primeiros filmes. Após entrarem na franquia fazendo barulho com Capitão América 2 - O Soldado Invernal e Capitão América: Guerra Civil, os diretores Joe Russo e Anthony Russo agora assumiram o posto de responsáveis pela maior marca do Universo Marvel: Os Vingadores. E eles não decepcionaram. O desafio de Guerra Civil, de colocar vários heróis em um mesmo espaço, agora é ainda mais elevado, uma vez que temos vários espaços diferentes.

Guerra Infinita retrata a empreitada definitiva de Thanos em busca das Joias do Infinito. Além de tentar descobrir onde se encontra a Joia da Alma, ele divide seu time em busca das restantes, sendo que duas estão na Terra. Sem entrar em maiores detalhes, a interessante como o filme consegue dividir sua narrativa por diversos pontos da galáxia, algo que ainda não havia acontecido. Ainda que falhe em apresentar melhor os membros da Ordem Negra, o filme tem como grande mérito o seu vilão. Pode parecer estranho falar isso em um filme com mais de 20 heróis, mas é Thanos que rouba a cena. Graças aos efeitos visuais que melhoraram muito desde a primeira ponta do personagem em Os Vingadores e a uma grande atuação/trabalho de voz de Josh Brolin. Ao contrário do que temos normalmente nos filmes da Marvel (salvo Loki e Killmonger), aqui estamos diante de um antagonista com profundidade e até mesmo humanizado. Sua missão é inaceitável, mas não é impossível se relacionar com sua jornada e, principalmente, com sua dor. Seguindo falando de Thanos, o filme se preocupa até em mostrar um pouco de sua história pregressa, especialmente com relação às filhas Gamora e Nebula. As interações do personagem com os heróis também são sempre interessantes e bem desenvolvidas. Não é mais um vilão genérico que será esquecido daqui a alguns dias. Do lado dos heróis, o principal destaque é Thor, que assume uma posição central na história, e sem o peso cômico visto em Thor: Ragnarok. A divisão de tempo entre os heróis (ou núcleo de heróis) é bem feita, mas alguns acabam pouco aproveitados, como Viúva Negra, Pantera Negra e até mesmo o Capitão América. Tony Stark segue roubando a cena e o Homem-Aranha é o principal alívio cômico, e funciona.

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