Marin e os outros réus no "caso Fifa" voltam a se dizer inocentes


Acusado de sete crimes pelo governo dos Estados Unidos – entre eles lavagem de dinheiro, fraude e participar de uma organização criminosa – o ex-presidente da CBF José Maria Marin (2012-2015) voltou a se declarar inocente. O mesmo fizeram o ex-presidente da Conmebol, Juan Angel Napout, e o ex-presidente da Federação Peruana, Manuel Burga.

Entre os 27 réus que estão presos nos EUA, estes três são os únicos que não admitiram culpa e, portanto não colaboram com as investigações. Até a publicação desta reportagem, os três estavam dispostos a manter essa posição e encarar o julgamento – marcado para o dia 6 de novembro, no Tribunal Federal do Brooklyn, em Nova York.


Marin, Napout e Burga tiveram que responder novamente para a juíza Pamela Chen se eram culpados ou inocentes porque o governo dos EUAatualizou as acusações contra eles. Meses atrás, Marin havia pedido para ser julgado isoladamente, o que foi negado. O ex-presidente da CBF também pediu para uma das acusações ser retirada, o que também foi negado.

Outros dois brasileiros também são acusados de fraude e lavagem de dinheiro pelas autoridades americanas: Marco Polo Del Nero, atual presidente da CBF, e Ricardo Teixeira, presidente da entidade entre 1989 e 2015. A exemplo de Marin, eles também se dizem inocentes e negam as acusações.

Os dirigentes são acusados de receber propinas para beneficiar empresas de marketing esportivo em contratos da Copa do Brasil, da Copa Libertadores e da Copa América. O "caso Fifa", como ficou conhecido, estourou em 27 de maio de 2015 e levou para a prisão dezenas de cartolas. Desde então, o atual presidente da CBF não viaja para fora do Brasil.


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