Pesquisadores do IFPB e UFPB desenvolvem tecnologia inédita no Brasil


Desde o início de 2017, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) vem implementando ações para incentivar pesquisas nos principais eixos do Plano Nacional de Internet das Coisas e da quinta geração de telefonia móvel (5G). Neste contexto, os professores do IFPB e UFPB, Emmanuel Dupouy e Antônio Augusto, pesquisaram e desenvolveram um oscilador CMOS 50 GHz.

A intenção do MCTIC é estimular os pesquisadores a desenvolverem projetos para que, com o advento do 5G, a internet oferecida seja mais robusta e veloz. Por isso o trabalho dos professores foi direcionado para este eixo de pesquisa.

O professor Emmanuel explica que o oscilador é um circuito eletrônico presente em qualquer circuito de comunicação, como telefones celulares, aparelhos WiFi, TVs, etc. "O objeto da pesquisa era atingir especificações compatíveis com a próxima geração de celular, a 5G. E para a implementação da 5G, uma das bandas de frequências vislumbradas é situada na faixa dos 60 GHz", pontua.

Ele acrescenta que, como essa frequência é muito alta, é difícil de trabalhar, tanto a parte de projeto como a de caracterização. "Vale destacar também que o nosso grupo é o primeiro a conceber e caracterizar um oscilador de frequência tão alta no Brasil", frisa o docente.


A pesquisa foi desenvolvida no RFWild - Measurements, Modeling & Microelectronics(Laboratório Multiusuário para a Caracterização Experimental de Dispositivos Semicondutores e Circuitos Integrados Analógicos e Mistos). O laboratório faz parte da parceria IFPB e UFPB, que está em via de formalização. A fabricação do oscilador foi realizada pela Global Foundries, como resultado de um acordo entre o IFPB e a empresa MOSIS da Califórnia.

Após o desenvolvimento do projeto os professores tiveram que fazer a caracterização do circuito e como não havia analisadores disponíveis na região nordeste para esta faixa de frequência, o circuito foi caracterizado na França, em 31 de janeiro deste ano. O procedimento foi realizado no laboratório do Instituto de Pesquisa XLIM, em Limoges (França), durante uma viagem do docente da UFPB, Antonio Augusto, que foi convidado pelo instituto francês como professor visitante.


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