Vasco garante acesso à Série A com dois gols de Thalles no Maracanã


Iniciada a partida, com o Vasco então na Série A, a torcida que lotou o Maracanã mostrava total confiança e cantava sem parar, vaiando cada toque na bola dos jogadores do Ceará. O time de Jorginho tentava corresponder em velocidade, mas esbarrava em uma marcação bem ajustada do rival, que ameaçava mais embora sem criar chances reais de gol. O primeiro sinal de tensão foi aos seis minutos. Bill se estranhou com Rodrigo em uma disputa, Rafael Marques chegou empurrando, e tudo foi resolvido no papo. Aos 11, a primeira chance. Cruzamento de Nenê que Mádson ajeitou para Thalles girar e bater. Boa defesa de Éverson. Quatro minutos depois, em outro cruzamento, por pouco Eduardo não corta contra a própria meta. Em contra-ataque rápido, o Ceará chegou a ter cinco contra três do Vasco, mas não aproveitou. Logo depois do anúncio do gol do Náutico, um susto. Em novo contragolpe, Felipe Menezes forçou Martin Silva a defesa em dois tempos. E o goleiro teve de salvar o Vasco de novo em tentativa de Wescley. Foi por muito pouco. E, mesmo com a derrota parcial do Náutico, a torcida vascaína se calou. Parecia perceber o que estava por vir: na sequência, Eduardo, em um chute aparentemente despretensioso de muito longe, achou o canto e abriu o placar: 1 a 0. Aos 35, Felipe fez o que quis na frente da área do Vasco, perdido em campo, e bateu para fora. O primeiro tempo terminou sob vaias, mas relativa tranquilidade, com a vitória parcial do Oeste sobre o Náutico. No segundo tempo, o Vasco veio com tudo. Jorginho trocou Diguinho por Eder Luis e mandou o time para frente. Deu certo. Logo aos dois minutos, falta cobrada por Andrezinho, e a bola sobrou para Eder Luis. No rebote, Thalles empatou a partida: 1 a 1. A virada foi rápida. Thalles, de novo, de cabeça, aos quatro minutos, após uma cobrança de lateral de Mádson para a área. Aos sete, um susto. Wescley, de cabeça, na pequena área, só foi parado pelo travessão. O Ceará continuou a tentar ir para cima e igualar o placar, mas encontrava agora um time um pouco mais arrumado - e mais ofensivo - à frente. O time nordestino até dominava as ações, mas não conseguia ameaçar de fato, enquanto o Vasco tinha o cronômetro - e os gols do Oeste em Pernambuco - ao seu lado. Aos 34, Rafael Costa perdeu de cabeça cara a cara com Martin Silva. Ainda houve tempo para a expulsão de Valdo, gritos de "fora, Eurico", e comemoração com luzes de celulares para registrar o momento, que teve mais vaias como trilha sonora.

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