Brasil vence o Peru e chega a sexta vitória consecutiva no comando de Tite


O ano não poderia terminar melhor para uma Seleção que foi tão humilhada em 2016. Sexto colocado nas Eliminatórias para a Copa por cinco meses, de março a agosto, eliminado da Copa América Centenária dos Estados Unidos na fase de grupos e obrigada a trocar Dunga por Tite para recomeçar um trabalho, o Brasil fechou a temporada na madrugada desta quarta-feira com uma vitória por 2 x 0 sobre o Peru, no Estádio Nacional, em Lima, e praticamente carimbou o passaporte para o Mundial da Rússia-2018.

O Brasil vai começar 2017 como líder disparado das Eliminatórias com 27 pontos, quatro à frente do Uruguai, segundo colocado com 23. Posicionada na zona de repescagem, a Argentina soma 19, ou seja, oito pontos atrás da Seleção. Graças aos gols de Gabriel Jesus e de Renato Augusto, Tite manteve 100% de aproveitamento — seis vitórias em jogos oficiais. Com isso, igualou o recorde do técnico João Saldanha. Nas Eliminatórias para a Copa de 1970, as feras do Saldanha também venceram seis partidas consecutivas. Sob o comando de Tite, o Brasil fez 17 gols e sofreu apenas um, contra, de Marquinhos, na vitória por 2 x 1 sobre a Colômbia, em Manaus.

A arrancada com triunfos sobre Equador, Colômbia, Bolívia, Chile, Argentina e Peru pode fazer o Brasil se classificar matematicamente para a Copa mais cedo do que seleções asiáticas como Japão, Austrália e Coreia do Sul, que tradicionalmente são as primeiras a garantir vaga. A próxima partida é contra o Uruguai, em 23 de março, no Estádio Centenário, em Montevidéu. O time celeste não terá o goleiro Muslera nem o atacante Luis Suárez no clássico. Nas contas de Tite, 30 pontos é o número mágico para confirmar presença na Copa.

Além transformar o caos deixado por Dunga em um time, Tite conseguiu descobrir pares para o até então solitário Neymar. Gabriel Jesus deu vida nova à camisa 9. Com o gol desta quarta-feira, chegou a cinco em seis jogos com a camisa da Seleção principal. Philippe Coutinho parecia o dono do time diante do Peru. Abusou das jogadas de efeito, distribuiu passes milimétricos e não fugiu de dividida, como no lance em que a bola sobrou para Gabriel Jesus estufar a rede.

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