Após escolha por auxiliar, Corinthians ainda tem lobby por Roger e Luxa


A decisão de Roberto de Andrade de anunciar Fábio Carille como treinador do Corinthians até o fim do ano não sufocou no clube o clamor pela contratação imediata de um técnico mais experiente do que o auxiliar.

Existem duas correntes principais entre os conselheiros que defendem essa ideia. A mais forte pede a vinda de Roger Machado, que se demitiu do Grêmio. Outros membros do Conselho Deliberativo querem Vanderlei Luxemburgo com a prancheta que era de Cristóvão Borges.

O maior argumento dos que desejam um comandante com mais nome agora é de que assim a equipe ficaria mais forte para conquistar uma vaga na Libertadores, seja por meio do Campeonato Brasileiro ou da Copa do Brasil. E que não disputar o torneio continental em 2017 seria um desastre financeiro para o clube.

Só que a falta de dinheiro foi um dos motivos para a direção optar por Carille até dezembro. O clube não aumentará seus gastos com ele no comando.

Um técnico renomado teria que aceitar um salário menor do que recebem os mais bem pagos treinadores do país. Emerson Piovezan, diretor financeiro, não dá palpite na escolha de nomes no departamento de futebol, mas prega a austeridade financeira.

Com esse quadro, para quebrar a resistência de Andrade em relação a contratar já um técnico, os que fazem lobby por alguém de mais peso terão que atuar em duas frentes. Internamente precisarão convencer a diretoria de que a economizar agora pode provocar mais aperto financeiro em 2017, caso o time não jogue a Libertadores. Externamente, o trabalho é encontrar quem não esteja muito distante do clube em termos salariais.

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