Justiça da Paraíba absolve autora de carta com acusações contra Dom Aldo


Processo penal de calúnia e difamação aberto pelo arcebispo emérito dom Aldo Di Cillo Pagotto contra Mariana José Araújo da Silva, autora de carta que levou a sua renúncia em julho deste ano, foi julgado improcedente pela Justiça de Paraíba.

O juiz Hermance Gomes Pereira, da Câmara Criminal de João Pessoa, proferiu sentença na noite desta segunda-feira, 12, onde afirma que não houve dolo na carta da ré e, portanto, não houve crime.


Dom Aldo foi acusado de acobertar padres e seminaristas com envolvimento em casos de pedofilia, além de realizar festas e orgias com menores de idade e manter relacionamento homossexual com garoto de 18 anos.

Há pelo menos quatro anos, ele era investigado pelo Vaticano. Contra ele, também há investigações sigilosas no Ministério Público do Trabalho (MPT), relacionadas a exploração de garotas de programas.

Na sentença, o juiz afirma que não há provas de que Mariana quis atacar a honra de Dom Aldo ao escrever a carta nem de que foi ela que vazou as acusações escritas na carta.

"Resta comprovado que o Querelante (Dom Aldo) sofreu prejuízo com a divulgação de tal documento em sua vida profissional. Entretanto, não há prova do dolo da Querelada (Mariana) em endereçar à própria instituição Igreja Católica, por um dos seus membros, com intuito de difamar a honra", afirma a sentença.

Segundo informações de agências de notícias, o advogado de Dom Aldo, Sheyner Asfora, disse nesta terça-feira, 13, que tomou conhecimento da sentença, mas que ainda não foi intimado da decisão e que conforme seja intimado, vai recorrer da decisão.

fonte: opovoonline

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